Rebeldia!
Quem te afaga?
Quem te tira da cama,
E te atira nas ruas para atirar?
Que te ensina a vomitar palavras,
Quem te fez assim?
Tão cheio de si,
Tão cheio de idéias,
E tão vazio de coerência.
Isso não é tua mão,
Isso não é tua cabeça,
Sente os fios em ti, marionete?
Quem te afaga, revolução?
Quem te nega o céu,
No inverno frio de tua alma?
Não é nem outono,
O dia é 7,
E sentir não vem,
O que é isso na tua boca?
Não é grito nem suor,
Cospe tua mente,
Mas nega teu choro.
Afirma tua arma,
E atira no coração em chamas.
Isso não é lágrima,
Isso é sangue companheiro.
Isso não é rebeldia,
É apenas cheiro de pólvora,
Da tua cabeça cinza de pó.
Quem te afaga, mentiroso?
Quem recolhe teus sonhos,
Quando dormes?
Não viras o rosto, puto,
Não me nega direito de ver,
Em teu rosto de revolta,
Que as marcas são as mesmas.
A imortalidade da tua ideologia,
Não salvará teus sobrinhos,
E teu molotov se apaga,
Diante de tua bandeira,
Grotesca,
Apenas grito, suor e mentiras.
Quem te afaga, rebeldia?
Quem te desafia a questionar?
Solta esta venda que te cega,
O sol brilhará amanhã,
E teu punho estará fechado,
Sob algemas de aço frio,
Teu sangue ficará mais uma vez vermelho,
Terás 2 olhos e 2 pernas,
Tu es humano rebeldia,
E teu grito agora é de dor,
De tortura.
E agora rebeldia?
Quem te afaga?
Não tua terra,
Não tua mãe,
Nem tua nação, jovem.
(Kingston Kartnner - Filósofo alemão)
Bacana esse poema né? Comentem rebeldes!
-Frdrc-