Tuesday, September 16, 2008

The book is on your brain.




Acho que todos nesse blog já repararam que eu tenho uma certa paixão pelas palavras, tanto aquelas proferidas pela boca, como aquelas lançadas no papel. Ontem, dia 06 de agosto estava eu a pensar justamente sobre isso, sobre o fato de gostar tanto de escrever, de contar, de falar. E tentei puxar do baú da memória de onde vinha essa característica minha. Não há, é claro um momento isolado que me transformou em um escritor, mas sim uma série de acontecimentos, convertidos em ensinamento, que oportunizaram o afloramento desta habilidade. Tudo começou quando ainda era muito pequeno, 10 a 11 anos, e logicamente foi por meio da leitura. Minha mãe me enchia de revistinhas, comecei com Seninha e Turma da Mônica, e sempre que passava em frente a uma banca eu ia correndo lá comprar, ou pedir para que minha mãe comprasse. Isso não quer dizer necessariamente que se você encher seu filho de revistinhas ele será um adorador de livros e hábil escritor, até pq esse meu hobbie infantil surgiu conectado com outras características e gostos meus que o fortaleceram. Por exemplo, na mesma época que comecei a ler, fiquei apaixonado pela arte do desenho, assim nasceu a vontade de ter muitas revistinhas, para ler as grandes aventuras e depois recontruí-las sob meu próprio lápis. Como sempre fui uma criança criativa, essa junção de leitura e desenho, já insinuava o que seria quando eu ‘crescesse’, um publicitário. Por mais que eu ainda não soubesse disso.

Quando tinha 12 anos minha mãe me ligou na véspera de meu aniversário e perguntou, “você prefere Homem-Aranha ou Super-Homem?”, acho que essa foi uma das perguntas que mais me influenciaram em toda a vida, e a resposta foi cercada de questionamentos e incertezas, mas eu preferi o Homem-Aranha. Falei minha resposta e foi dada a largada para uma nova fase de experiências. Pois agora meus heróis não apenas não tomavam banho ou corriam em carrinhos de corrida, agora eles tinham poderes, eram complexos, matavam, morriam. Uma enxurrada de realidade trazida pelos seres mais fantasiosos que havia visto até então. Depois de um mês começou a chegar em minha casa a assinatura da Marvel que minha mãe fizera pra mim. Todo mês durante um ano, no dia 09, eu recebia um pacote preto, e dentro dele 06 revistas do selo Marvel de qualidade, teia e adamantium. Meus hobbies só se intensificaram. Meus desenhos agora eram complexos e americanos e minha leitura era agora sobre política, mutantes, relacionamentos, deuses do Olímpio e tudo o mais. Foi meu primeiro contato com um material puramente ateísta, por mais que eu não soubesse, afinal quem precisa de deus, quando se tem o spider ou quão verossímio pode ser um ser onipresente se quando as nuvens se abrem o que sai de lá é o Mijollnir e não ‘The God’? Nessa mesma época minha mãe começou a me dar livros, ainda infantis é claro, mas foi mais ou menos nessa época que comprei livros como Angus, Harry Potter, A Sétima Torre, entre outros. Desses anos, quando ainda morava em Belém, é que tenho a minha primeira lembrança sobre a escrita. Foi quando eu escrevi um pequeno texto, de uma página e mostrei para meus pais, nele eu falava sobre um tesouro, uma taberna e piratas. Um release de uma história que eu iria escrever, e que hoje nem lembro pra onde ia. A verdade é que era um texto fraco, prolixo e sem sentido. Mas na época era tudo o que eu precisava. Mostrei para todos que quiseram ler e todos me deram palmadinhas nas costas dizendo “muito bom, você tem futuro!”. Mas todos nós temos futuro, isso é uma questão relacionada a física e não com a perícia da escrita.

Com o passar de poucos anos desisti do desenho, e comecei a me apaixonar pela leitura. Era um verdadeiro aficionado por aquele bloco de folhas cheios de iconogramas repleto de mensagens. Não devo também deixar de dar os devidos créditos a minha mais influente maldição: pai bancário. É relavante citar isso, pois como já morei em diversos estados e cidades consequentemente tinha mais tempo pra mim, enquanto ainda não desfrutava do belo processo de ressociabilização.

Minha mãe sempre atenta as minhas potencialidades me incentivava, dando-me sempre livros em todas as datas comemorativas. Tive sorte, admito, pois pelos rumos que tomava seria facilmente engolido pelo “dark side” da leitura, me tornando um nerd negro seguidor dos RPGS (Retrocesso Pragmático da Gêmula Social). Mas isso não aconteceu, em parte pelo meu aspecto físico, ou seja, predisposição física e genética para o esporte e para olhares femininos, que repelia os nerds do “magic”. Outro fator que considero potencializador, para meu crescimento saudável dentro da leitura, foi a paixão por um tipo de rock menos nocivo aos neurônios, sempre fui fã do rock de letras rebeldes e muitas vezes descompromissadas, mas nunca um rock épico, magestoso, colossal e de cabelos longos e fétidos.

Em toda minha adolescência comecei a escrever diversas histórias, pois sempre quis escrever um livro, e todas elas morreram no meio do caminho. Nunca tive empenho suficiente para continuar com a caneta do papel depois da 10ª página. Mas graças ao bom lorde, nunca desisti da leitura.

Quando morei em fortaleza, anos atrás, bati meu recorde, 12 livros lidos em um ano, logicamente, todos de ficção, nenhum técnico ou apostila escolar.

Hoje, a minha meta não mudou, continuo querendo publicar um dia uma estória minha, ver um dia na prateleira o meu nome e quem sabe encontrar alguém com meu livro aberto em mãos. Seria sensacional.

Não acho tão difícil assim conquistar esse sonho. Só preciso estar sempre me esforçando para escrever minha história, A Moeda de Nora Char, talvez a única ou a primeira delas. Seria fascinante pra mim poder viver de minhas estórias, ganhar dinheiro com isso, e assim poder escrever mais. Mas sei que escrever um livro não é tão fácil assim. É questão de tempo e incentivo que muitas vezes não tenho. Sinceramente pra mim, só os comentários do blog, quando ainda postava minha história aqui já eram sensacionais, me incentivavam de forma suficiente para nunca parar. Mas outras prioridades surgem e a gente tem que deixar alguma coisa de lado. De qualquer forma, até o final do ano o que quer que eu tenha escrito será lido e criticado por vocês. Assim terei forças para terminar aquilo que comecei, mesmo sem saber, quando ainda era criança.

E na dedicatória vai estar lá:


“Para aqueles que leram a primeira linha, quando ela ainda não tinha um ponto final.”


Vai ser pra vocês.



Boa Leitura.

Wednesday, September 10, 2008

wanted


Pegue o seu dinheiro, compre o ingresso e aproveite cada segundo desse filme. Vale cada centavo.

Sunday, September 07, 2008

Fábulas Fantásticas


A série Fábulas Fantásticas: Mitologia Kojiro para crianças traz para vocês a incrível saga de:

Estephano: O Bodinho

Na maternidade da pequena vila de Tapioca, interior do nordeste brasileiro, nasce um menino barbado. Todos notaram a estranheza do fato, e em homenagem a isso o menino foi batizado carinhosamente de Freak Orteiro. No mesmo instante, na humilde casa da família Orteiro, Berenice, a cabra, dava à luz um pequeno bodinho branco.

Devido à grande brancura do bode, Freak batizou-o de Estephano, em homenagem ao deus nordestino do arroz .Os anos se passaram e os dois, menino e bode, cresceram juntos. Eles eram inseparáveis: passavam o dia brincando e fazendo competições como “quem come mais grama” ou “quem caga uma bola perfeita”, às quais Freak ganhava todas.

Mas um dia, quando Freak completou 15 anos, O sr e a sra Orteiro decidiram dar uma festa, e fazer bode assado para o jantar. O garoto, desesperado, escondeu Estephano em seu quarto, comprou outro bode e pintou-o de branco. O falso Estephano fora assado, e todos comeram bem, sem notar a diferença. Porém, o bode jamais poderia deixar o quarto do garoto.

Essa situação gerou muita confusão, pois o bode não conseguia ficar quieto. Freak teve de dizer aos pais que tinha um problema mental, e as vezes berrava como um bode. Fato que lhe rendeu o apelido de bodinho. Mas a amizade entre os dois se mantinha firme, e parecia que nada mudaria essa situação.Porém, uma noticia veio à abalar essa relação.

A família Orteiro se mudaria para Indiolândia. Freak sabia que não havia jeito de levar Estephano, e os dois aproveiram a ultima semana como puderam. Aquelas eram as últimas bolinhas que cagariam juntos.

Freak partiu, e chegou à Indiolândia. Quatro anos se passaram. O rapaz fez novos amigos, mas mantinha Estephano sempre na memória. O que ele não sabia, é que o bode, através do programa de imigração empreendido por um certo governador agora falecido, Estephano conseguira vir de Tapioca à Indiolândia.

Estephano falou com os moradores da cidade e colheu informações, descobriu alguns endereços que poderiam lhe levar até Freak. Começou pela casa de Luigi Gustop, personagem de vídeo-game. Lá o bode falou com sua velha tia avó, que indicou-lhe outro endereço. “Dellt Metal estava tão diferente” pensou a mulher.

Seguindo seu rumo, o bode chegou à casa de Piruca, que estava de samba-canção, ouvindo emocore no último volume. Foi inútil tentar contato. Porém no quarto do garoto ele encontrou um velho mapa de orientação. Acontece que Estephano era analfabeto, fato que o prejudicou na hora de se orientar, e selou seu destino.

Mama Bombacha se perguntava o que fazer para o jantar de aniversário de seu filho, quando surgiu um bode albino em sua casa. Que boa oportunidade de preparar tripa recheada com gordura de bode!

No jantar de aniversário de Bombacha, todos estavam presentes, Dellt Metal, Lucky 7, Piruca, Luigi Gustop, Mohamed al Katarro e Freak comeram e se empanturraram. Freak lambia os dedos e se perguntava: “Onde estará Estephano?”

Moral da História: Amigo de bode peixinho é. (?)



Ka é uma roda: Ele vive em nossos estômagos.

Tuesday, September 02, 2008

O Doce Veneno do HARD ROCK





É chegada a hora de alguns kojiros conhecerem de perto o fenômeno "ESCORPIÕES"! Digo a banda Scorpions e não um bando de caras fantasiados desse cara da imagem aí em cima, o mesmo que o felipe curte de montão e tem um poster no armário(Coloquei essa foto apenas pra fazer essa piadinha).

Para os que não vão poder ir, vai aí uma biografia da banda, segundo o Wikipédia:


Formação e início de carreira

Na Alemanha Ocidental, em 1965, os irmãos e guitarristas Michael Schenker e Rudolf Schenker decidem montar uma banda com os amigos Klaus Meine (como vocalista), Lothar Heimberg (no baixo) e Wolfgang Dziony (na bateria). Considera-se que, neste momento, surgia o hard rock e a primeira banda desse novo estilo musical, os Scorpions. Após gravarem uma fita demo, conseguem lançar o primeiro álbum, Lonesome Crow, em 1972. Apesar da boa repercussão da estréia, Lothar Heimberg e Wolfang Dziony resolvem deixar o grupo e pouco tempo depois, Michael Schenker torna-se guitarrista da banda londrina UFO.

Sozinhos, Rudolf e Klaus dão continuidade ao trabalho e rapidamente entram em contato com o guitarrista Ulrich Roth (mais conhecido como Uli Jon Roth), que por sua vez convida o baixista Francis Buchholz e o baterista Jürgen Rosenthal para completar o grupo.

Fazem algumas apresentações e assinam com a RCA, que lança o segundo disco Fly to the Rainbow, em 1974. No ano seguinte, Rudy Lenners assume a bateria e o álbum In Trance faz sucesso em toda a Europa, dando início a uma turnê que consagrou o Scorpions como uma das melhores bandas de hard rock ao vivo.


Porra os caras inventaram o HARD ROCK!?(VECTRA GT!?) PEGA filhadaputa! É isso aí pra quem não vai não se preocupe... Vamos nos divertir muito por vocês.







Are you ready to rock?

Monday, September 01, 2008

We Want U (to die)


"Traficantes do morro do Tucano fazem campanha de marketing para atrair jovens ao tráfico de drogas." (Jornal Estado Carioca)


Eu quase tive um troço quando vi essa imagem e a notícia vinculada à ela.
É inconcebível que tenhamos chegado a esse ponto. Agora vamos ter comerciais e propagandas políticas a favor das drogas.


Aqui em Roraima o traficante Porcão, residente do bairro Silvio Leite(lá onde uma amiga do Paulo, mulher de 14 anos e ninfeta sexual, mora), já disse que vai criar a "Nave da viagem", um projeto em parceria com o candidato à prefeito "Lucio Ânus da Castrol Comedor de Criança da Silva". O projeto do candidato Porcão tem como idéia ter um local seguro e arborizado para as pessoas fumarem maconha, além de estar longe da discriminação da sociedade, esses drogados de merda dependentes de psicotrópicos estariam em contato com a natureza. Lá vai ser dado, após um cadastro, a cota de 10g por dia à cada pessoa. - Erva da melhor qualidade BIXOW! - Afirmou o candidato a Vereador Porcão.

Imaginem logo a possibilidade de termos partidos da favela!?
Nomes como PMDL (PARTIDO DA MACONHA DISTRIBUIDA LEGALMENTE) e PTP (PARTIDO DO TIRO NA POLÍCIA), rondariam o nosso cotidiano e não seria anormal vermos alguns conhecidos sendo intitulados como “as cabeças pensantes” destes partidos.

O Presidente Fernadinho Beira-Mar fundaria o programa Bótoca ZERO e o Ministério da Erva. Juan Carlos Abadia seria o primeiro senador a contratar as FARC para treinar nossos soldados de selva, não na sobrevivência na selva, mas no plantio e manuseio da papoula.

Enfim, imaginar um país assim já é um grande caos, deixar que fatos como esse aconteçam é mais caótico ainda. Por isso desde já proponho que façamos um pacto com os Et's para que a naturalidade da natureza natural humana não seja modificada pelos pensamentos maldosos do Leprechans venuzianos. MERDA, ACABEI FUMANDO MACONHA ENQUANTO ESCREVIA O TEXTO.

TODOS OS FATOS, FACTÓIDES, NOMES E A NOTÍCIA QUE ORIGINOU O TEXTO SÃO FICTÍCIOS E FRUTOS DA MINHA IMAGINAÇÃO.

Passe aqui o "dedinho sacana" e descubra a mensagem escondida :
NÃO GOSTOU!? Vai brincar com a XUXA.

Saturday, August 30, 2008







Tosco-Águia

Kojiro heróis parte.. é poisé, não lembro ^^

A luz que saia de um ponto da janela protegida com uma cortina azul, ia direto na cara do garoto. Ele acordou com o cabelo bagunçado e os lençóis em desordem caiam do colchão em alguns pontos, seus olhos inchados observaram o quarto bagunçado, virou de lado tentando em vão voltar ao sono, mas acabara por perceber que já não adiantava procurar por ele. Coçou ah bunda, soltou um peido e levantou se espreguiçando, era um garoto comum, dezesseis anos, as primeiras espinhas se mostrando no rosto, corpo meio franzino mais não magrelo, branquelo, porém cabelos e olhos pretos, um adolescente comum. A fome veio em seu estômago em forma de gemido.
- ô fome da porra..
Foi ah cozinha, abriu ah geladeira, só comida de verdade.
-Terei que apelar pro consumidor.
Voltou para o quarto, viu a carteira do lado do pc que estava ligado com a tela desligada, provavelmente baixando alguma pornografia. Um adolescente comum.
Abriu a carteira preta da nike, falsificada com certeza, e viu lá cinco reais.
-Arrá, sobrou do troco de ontem.
À tarde o jovem garoto ficava sozinho em casa, teve que trancar a porta da frente, foi caminhando pela passarela de cimento indo para o portão da frente. Ao lado esquerdos três pequenos coqueiros já com seus cocos amarelados de maduro, ao lado direito uma passarela maior onde o carro deveria sair, e mais a frente uma grama amarelada, a mesma grama abaixo dos coqueiros.
Abriu o portão de alumínio com sua chave e já do lado de fora observava a movimentação da rua. Ele não gostava muito da sua rua, mais a frente havia muitas regionais assanhadas que tiravam graça para com sua inestimável beleza (Ihiiahiahahiha..). Mais em um momento ou outro aparecia como diria em um quando diferente; pokemóns raros, com suas luxuriosas bundas rebolantes que ele apreciava bastante, e quem sabe até flertaria se tivesse sorte. Mais naquele dia não ia flertar com ninguém, o garoto apesar das aparências não era de fato normal. Dês de que nascera encontrara algo em sua pessoa que distinguia das demais, seu ouvidos funcionavam como um captador de som como nenhum outro, e sua voz conseguia criptografar aquele som em outro idêntico. Sua especialidade era animais.
Quando completava a metade de seu percurso ouviu um som que não mais sairia de sua cabeça.
-IIIIIIIIIIIIHHHHHHHHHHH. O som entrava em seus ouvidos como uma faca penetrando na carne.
-Mais que porra?!
Olhou pra cima e viu uma águia, era uma enorme ave com certeza, seus olhos vidrados não conseguiram sair da sena.
Dois pequenos pássaros brigando com ah enorme e audaciosa águia. Ela mergulhava e voltava pra cima lutando por sua vida. Foi pra frente e surpreendendo o primeiro pássaro girou pra cima e o bico acertou em cheio a ave pequena, ela não pode fazer nada, seu bico já havia acertado várias vezes ah águia, mais só com um golpe ela cairá. Como uma pedra sendo largado de um prédio, ela caiu com um baque no matagal logo ah frente em um terreno baldio. Conseguia vê-la perfeitamente, um ser incrível e feroz, teve a nítida impressão que a águia avia rido.
A segunda pequena ave começava a lutar pela sua própria vida, tentou ser mais rápida e voar para longe, mais a águia foi mais rápida, logo o seu bico amassava o crânio do mediano ser voador, observou melhor e percebeu que elas não eram tão pequenas, a águia que era imensa. Após isso a ave provavelmente foi atrás do seu prêmio, alguns filhotes suculentos ele pensou. Essa cena cravou na sua mente. Quase não percebeu um carro que vinha em sua direção, o homem no volante logo o advertira.
-Seu bosta, olha pra frente porra! Quer morrer é?
Após uma tarde divertida no consumidor ele voltava para sua casa, o céu negro sem estrelas já mostrava que logo haveria uma tempestade, e quase como resposta a esse pensamento uma luz invade a escuridão rasgando-a de um vulto.
-Melhor me apressar.
Teve sorte, logo após pegar alguns míseros pingos chegava a casa, e quase imediatamente uma tempestade rompia do negro do céu. O pensamento do grito da ave ainda o perturbava.
Não ligou a TV, não olhou o computador pra vê quem tava on, apenas se deitou na cama desarrumada.
Ficou lá com uma das pernas dentro da cama e outra do lado de fora apoiada no chão, seu braço direito em cima da testa. Ele olhava a mão esquerda e seus pensamentos começavam a fluir, e se perguntava como conseguiu observar aquela luta de pássaros com tantos detalhes... Parecia que eles estavam à só alguns metros. Olhando ainda para a mão esquerda, começava a olhar os poros de sua mão e sua visão foi além. De repente conseguia observar detalhes profundos dos poros e finalmente estava nas células.
-Mais o que..
Levantou suas costas da cama e ficou ali sentado, como aquilo o aconteceu não sabia, só sabia que não conseguia fazer aquilo novamente naquele momento.
-Mais que diacho... O que esta acontecendo comigo? Será que são meus hormônios? Estou tendo alucinações?
Um barulho de batida em vidro o interrompeu em seu devaneio por explicações. O assustou, e com olhos arregalados de medo e já não mais branco e sim quase transparente, percebeu que o barulho vinha da janela que estava atrás dele.
-Estou louco- conformava-se, mas não, ele não avia enlouquecido. Com um ímpeto abriu a cortina com as duas mãos, uma em cada parte da mesma. E com uma surpresa ainda maior viu algo que o confirmou de seu pensamento.
-eu... Eu, realmente enlouqueci!
A grande águia estava lá, na sua frente, atrás de sua janela. Suas pernas não mais o obedeciam, aquele animal incrível que permaneceu em sua mente o tempo todo estava lá. Com um olhar frio e assassino, porém sensato deu duas outras pontadas com seu bico na janela fechada, com uma delicadeza quase ou inteiramente humana.
-meu deus.
Aproximou-se com calma, apesar do estarrecimento sabia o que tinha que fazer, não sabia o porquê exatamente, mais sabia que tinha que abrir aquela janela e entregar-se aquela loucura.
Destravou a janela de correr e a escancarou. A enorme ave molhada entrou em seu quarto com um incrível cuidado. Ela era realmente enorme, sua cabeça chegava a sua cintura, suas asas abertas chegavam a dois metros ele calculou.
O garoto ficou durante um tempo simplesmente encarando aquele ser.
-Bem acho que vai ter que ser eu a quebrar esse gelo né.
A ave disse. Sim a ave disse.
-mais que porra, você fala!? Eu enlouqueci mesmo, droga como pode? Minha mente acha que eu ouvi uma ave gigante falando e que supostamente esta na minha frente. É melhor eu me deitar e dormir.
-creio que não temos tempo pra isso. Acho melhor explicar-lhe algumas coisas. Bem primeiro meu nome é Loumort. E você é o escolhido. Eu estou falando na sua língua porque sou um pássaro sagrado e estou também aqui para servi-lo como a tradição manda, também serei seu professor.
-professor? Professor de que?
- você é o ultimo do clã dos ávianos, seus pais são de fato seus pais. E Por destino talvez, os dois têm descendência aviana extinta a milhões de anos atrás, e por brincadeira do destino ou dos genes você nasceu aviano, percebi da primeira vez que o vi. O meu sonho me mandou pra cá, e como milagre encontrei você. É tão incrível ver um ser como você, quanto você ver um ser como eu, e agora eu tenho certeza.
-e como tem certeza?
-na metade de minha fala substitui sua lingua pela minha. Você entendeu, sendo assim você é capaz de entender a língua das aves. Você é um aviano. Venha comigo, meus instintos dizem que o temporal vai passar rapidamente.
E como uma profecia, a chuva cessara. Os dois no quintal iluminados apenas com a luz da lua se encaravam. –sente-se. – a ave disse. E como um filho obediente o garoto sentou, pernas cruzadas, parecia um Buda. A ave foi para sua frente, abriu o incrível bico...
Uma crosta cinza de gases despendia da garganta da ave.
-meu deus que fedor de carniça!
Mais logo se calou, seus olhos tão negros como a noite começavam a se iluminar, suas pupilas dilatavam cada vez mais, logo seus olhos ficaram amarelados com apenas um ponto preto no centro. A ave afastou-se e disse; –a verdadeira dor começará agora. – e quase como resposta ao comentário um grito tirava o silêncio da noite.
-ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh..
O grito de agonia desprendia de suas cordas vocais, em suas costas um volume ia aparecendo, filetes de sangue saiam do cume do volume, como um vulcão prestes ah entrar em erupção. O garoto tremia-se de dor, e como o mesmo vulcão dois grandes esguichos de sangue explodiram de suas costas, e junto dele uma grande quantidade de penas deformadas, molhadas, era feio... Metade carne metade pena com um corpo todo vermelho de sangue e com os olhos amarelos a brilhar na noite parecia um capiroto. Suas mãos agora crescidas e deformadas, suas unhas pareciam mais fortes de que qualquer fase de sua vida, não eram os hormônios lamentara afinal, eram garras de água. Seus cabelos haviam ficado brancos e quebradiços e ele estava fraco, como se tivesse parido o maior coco de sua vida. Não conseguia nem se mexer direito.
- está feito, a ave ditava o veredicto. Bem não se preocupe com meus ensinamentos você logo se tornará um grande aviano.
Um ano avia se passado desde então. Estava a tomar sorvete no bod´s cujo qual o dono era um antigo amigo de um cara chamado Rufos. Avia terminado seu sorvete de dois e cinqüenta quando um sujeito com uma folha e uma cara de humilde e de pele escura chegou-o oferecendo uma folha cheia de mãos que formavam palavras. Ele não havia entendido direito o que era, raciocinou um pouco e percebeu que era uma forma do cara, surdo, pedir dinheiro. Tateou o bolso e não havia encontrado uma moeda se quer, fez sinal para o cara de que tava sem grana. O até então ser tranqüilo fez uma cara de repulsa, foi recuando olhando nos olhos do garoto, e neste ato fez um gesto com o dedo, após isso com o dedão esticado fez um sinal de degola em seu próprio pescoço e depois apontou para o ele. O garoto ficou indiferente aquilo.
Após sair do Bod´s quando ia a caminho do palco percebeu algo bizarro. Não havia ninguém por perto. Mas seu sentido de águia o informou que estava sendo observado, e com uma explosão astral esfumaçada logo a sua frente, lá estava ele, O mudo... Com os braços cruzados e com um olhar maliguino.
E com uma mão estendida a frente em forma de pirâmide, com o mindinho, polegar e o indicador destacando-se da mão, o garoto em sua pose disse;
- ôÔôÔ.. maliguinooo...
O Mudo com um olhar penetrante gemeu. – Auiuãniu.
Nas laterais do palco apareciam seres de roupas negras e maquiagem pesada, como num rio que tinha seu percurso desviado vinham os seres bizarros. O palco fazia o papel de desviador mais as duas fileiras se juntavam logo a sua frente com o mesmo objetivo, pegar o jovem.
-nãããOOoooo EMOS nããããoooo..
Os emos da pracinha não estavam nem aí para sua suplica. Vinham sedentos de maquiagem e lágrimas, gritavam coisas insanas como nx zero, fresno entre outras bostas, aquilo era demais, sabia que já não ia agüentar muito tempo.. mais seus poderes fluíram suas asas saíram de suas costas rasgando sua blusa, e com um grito que rasgara a noite gritara..
-IIHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHhhhh...
E foi pra galera, morreria talvez, mais morreria lutando e não chorando.
Sua força era incrível, destruía a cada patada com suas garras dois ou três emos, mais eram muitos, estava cansado, conformando-se já entregava-se as lágrimas dos emos. Os dois emos que estavam logo a sua frente já iam encostar suas mãos sedosas no garoto águia quando repentinamente pararam. Salpicos de sangue caiam no chão, o garoto de joelhos olhou pra cima, lá estavam os dois emos, e ambos com duas estacas negras despontando de seus tórax, e como se pudessem voar os dois foram jogados pra traz. Um garoto com cabelos levantados cuja qual sairá as estacas que logo percebeu era parte do cabelo do cara, mãos no bolso e com a estampa de uma granada na camisa, ele disse:
-precisando de ajuda aê?
-se puder.. sozinho não vai dar conta de todos, quanto mais eu destruo mais aparecem.
-quem disse que eu estou sozinho?
O garoto olha pra traz e vê um rapaz barbado bem rústico com um machado enorme apoiado descontraidamente nos ombros. – é, hoje o dia vai ser interessante- um outro altamente brilhante vinha na esquerda – ralaxa que tem bombacha- e o outro a direita quase não o tinha percebido, a fumaça impertinente ardia nos olhos, um garoto baixo com olhos vermelhos e com fumaça saindo de todas as suas extremidades disse. – vâmo logo que eu quero tomar um réfri depois.- Uma onda veio e arrebatou quase um quarto dos emos que haviam lá não atingindo nem um dos outros presentes, o garoto águia impressionado como uma onda tão gigantesca pudesse ter voado em cima de sua cabeça e ter sido tão bem direcionada. A onda se dissipou e lá restando um ser sem camisa e com uma sunga.- cês vão ficar ai ou vão acabar logo com esses viadinhos. O minino da camisa com uma granada perguntou o seu nome.
-meu nome é Mohamed Abdo Mustafar El Halick. Mas pode me chamar de menino águia.
-Bem vindo à liga Kojiro pain. Todos se levantaram alinhados, e com uma lua gigante(que parecia aprovar a situação) projetada nas costas dos garotos eles gritaram..
MATARRRR.. e foram pro pal.
Fim ou continua?
.......................
O final eu deixo na cabeça de vocês, e pro futuro. Será que esses jovens destruíram os inimigos e continuaram amigos e viveram felizes para sempre? Ou quem sabe morreram na batalha como amigos? Ou quem sabe derrotaram os inimigos e após isso se desintegraram por causa de picuinhas e besteiras mal resolvidas? Mais o importante é que eles ainda estão juntos e lutando contra a maioria. Porque eu não sei o que seria de mim sem meus amigos, talvez eu tivesse me tornado um Robertinho ou um nerd revoltado com a sociedade. Não sei, só sei que eu encontrei amigos que pelo menos eu consigo ser mais eu, e sem me preocupar com futilidades tão cotidianas (como ser o pop do ano). Eu gosto de anime, gosto de pensar, gosto de mulheres gostosas e me preocupo com o meu futuro, meio Robertinho meio nerd ou nem um dos dois, talvez eu apenas seja eu. Jovens menos do que pensamos ser talvez, mais o que é da vida sem sonhos e por sermos jovens o que tem de mais em pensar grande. Eu não quero ser só mais um, eu quero ser um super “herói” fazendo o meu melhor e aqui eu encontro outros assim. Nem um de nós pensa em ser só mais um. Somos todos super heróis na medida do possível. Somos a kojiro pain da sociedade.
/,,/ uuuuuuooouuuu.. ahiahiahiahhahai..

Friday, August 29, 2008

Pensamentos Aleatórios

Well, well, well.

Como não aguento mais ver essa Hamburguerbunda toda vez que abro o kojiro, decidi postar, pra falar coisas aleatórias e pra citar alguns fatos relevantes (se bem que tudo é relativo), sobre a vida, o ecossistema roraimense e dinheiro.
Bem, como todos devem saber, ontem foi o aniversário do Ruan, mas apenas domingo será a celebração, do jeito que tem que ser , com bola no pé e cervejinha na mão (ok, só bola no pé).
Mas, quando lembro em Ruan, lembro do show do Scorpion em AM, e lembro novamente um outra coisa: Money, que eh good e eu não have nem um pouco. Paciência o fato de ter recebido meu salário ontem e já estava no negativo pra enfrentar o mês todo, culpa de minhas compras passadas de presentes caros. Agora preciso de muita força, e poucos convites para resgatar esse dinheiro, ou seja, cancelar a viajem pra manaus (ainda não foi decidido) e não sair pra nenhum lugar durante todo esse mês - e o próximo tb. Medidas drásticas para situações extremas.
Outro tema pertinente é mais uma vez o desaparecimento dos indivíduos do blog. Passam se anos e mais anos e continua sendo uma dificuldade as pessoas postarem sobre qualquer coisa. Parece que precisa ter uma morte ou uma "super idéia high-fi" para se postar. Paciência.
Bem, minha chefe chegou aqui, o que ia ser longo ficará curto mesmo.

Um abraço.

Thursday, August 14, 2008

Natália's Lanche

Esse ai é pra quem come nos Dere's da vida, Natalya's Lanche e afins. Eu sempre falei que era uma bosta. Mas não! Se amarram naqueles sanduíches horríveis. Ta ai o amassado que o Luiz adora.

Chácra Governation




Nesse final de semana vai rolar o Chácra Governation.
Um super dia na Chácara Hell Fire Kyuubi.
O convite esta aqui e esta feito. Façam suas ligações, vagas limitadas nos carros dos amigos.
Contribuição para gasolina não é obrigatória, caso você vá de bike.

La ocorrerá as competições:

- Run in the Lavrado;
- Frisbie Destruction;
- Triatlon Maldito;
- Volêi Sem Bola;

e o super:

- Jump Swing

Apresentações Especiais:

- Paulo "OmbroBroken" Pass;
- Ricardo "Vento de Proa" Gustavinho;
- Felipe "UntiFeeling" Vegato;

e o super:

- Dellano "NãoFoiPqTinhaQueTreinar" Pinto;


Só é permitido levar mulheres mediante comprovação de compra de camisinha, falar com o Chapéu.

Abraço.

Wednesday, August 06, 2008

O Nome da Lâmina - cap. 15


O Nome da Lâmina
Capítulo 15 - Um Nome





O acampamento em meio à grande estrada principal era como uma imensa fogueira, tornando clara a noite ao largo de um grande perímetro ao seu redor. Flashes vermelhos surgiam em meio à imensa fogueira, seguidos de poderosas explosões que faziam tremer toda a região, e aqui e ali,
rugidos e grasnados de medo e protesto eram ouvidos da floresta. Mergulhado em meio à esse caos, estava um homem que arfava e suava muito por baixo de seu kimono negro, tinha os braços cruzados em X diante do corpo - sua guarda de combate habitual - e na mão direita segurava uma enorme katana, cuja lâmina reluzia ao brilho das chamas em volta.

Parecia insignificante, diante da enorme fera negra que o encarava em meio à fumaça, guardando o corpo de outro homem, pendurado a dois metros de altura.

Impossível! pensou Lobo contemplando de relance as crateras recém formadas que o circundavam. Toda vez que tentei me aproximar quase fui
reduzido à destroços!.Uma risada poderosa se fez ouvir, novamente o samurai sentiu o hálito podre do mostro.

- É isso? essa é a força do escolhido de Suzeram? Aquele que chamam Lobo? - A voz da fera era calma, ele parecia francamente desapontado.

A raiva cresceu no peito do samurai...

- Seu pai o tem em grande estima, disse que você não deveria ser subestimado, e no entanto... -

... e se somou ao espanto.

- Meu pai !? o que uma besta demoníaca como você poderia saber sobre meu pai ? - Sua expressão era exaltada.

Outra risada da fera, que irritou ainda mais o samurai.

- Olhe a sua volta guerreiro! Toda a destruição que vê é o legado de seu pai, o mais poderoso dos quatro acordadores e grande comandante da Horda, Alamir Stronghold! -

A notícia atingiu Lobo como uma das grandes bolas de fogo o faria.

Era mentira!

Mentira suja para tentar enganá-lo, confundi-lo...

- Mentira! Desgraçado! vai pagar em sangue! - As palavras da fera esquentaram o sangue do samurai como o incêndio nunca poderia ter feito. Lobo estava furioso.

- Não há sentido para fúria, guerreiro. Digo a verdade, seu pai percebeu de que lado desta guerra deve ficar, e manda uma proposta para você. Ele lhe oferece o lugar de Escorpião, para juntar-se a nós como um acordador, ele terá prazer em conversar com você pessoalmente se aceitar. Escorpião era fraco e inútil, mas você tem algum potencial. Juntos poderemos dar a este mundo o que ele realmente merece! - As palavras escorriam da boca da fera como veneno.

O samurai era uma sombra imersa em pensamentos e conflitos internos.

- E então, qual sua resposta? -

Um instante de silêncio tenso, onde o único barulho era o crepitar das chamas à toda volta. Então, um sorriso soturno surgiu no rosto do samurai, e ele agora não parecia insignificante, parecia tão assustador quanto a besta demoníaca que encarava.

- Minha resposta? ... - Uma pausa - ... Vou pensar depois de cortar sua cabeça, sua voz me irrita! -

Surpresa no rosto da besta. O samurai irrompeu numa corrida furiosa em direção a ela.

- Que pena. - Ecoou a voz do mostro, que ergueu uma das gigantescas patas ameaçadoramente na direção do deplorável Algor. Carne perfurada. Um esguicho de sangue. Um grito de fera. A espada do samurai havia cruzado o ar e atravessava o braço da criatura, agora furiosa.

O samurai corria ainda à certa distância, quando um brilho vermelho surgiu na noite. Uma dor intensa se fez sentir no lado esquerdo do corpo de Lobo, de onde a bola de fogo passou à centímetros, explodindo longe. Ele estava a alguns metros agora. Um novo brilho vermelho irrompeu na noite, e desta vez a imensa chama rasgou o ar exatamente em sua direção.

Talvez um ráciocinio incrívelmente rápido, ou talvez instinto, o fato é que uma forte aura rôcha se deslocou pelos braços de Lobo, e se concentrou nas palmas de suas mãos, que ele colocou diante do corpo. o Kal se chocou com o fogo que se dissipou ao redor do samurai, queimando-o intensamente.

Seu corpo todo doía e ardia de forma aguda, seus próprios olhos pareciam em chamas, mas o ataque não conseguiu desviar o guerreiro de sua rota, e ele agora estava diante do mostro, perto demais para que ele pensasse em disparar outra bola de fogo. Simultaneamente, Lobo pulou em direção à Inferno, e a pata sadia da criatura irrompeu em uma investida. No ar, o samurai arrancou sua espada fincada no braço da criatura e girou com precisão cirúrgica, a lâmina descreveu um arco tão rapidamente que só o que se viu foi um borrão brilhante, uma fração praticamente inexistente de tempo depois, o samurai foi atingido em cheio no peito pela pata da criatura.

Lobo foi arremessado longe e rolou vários metros no chão, parando por fim desmontado e estático. Seu golpe atingira o pescoço da criatura, o sangue esguichava como um chafariz, ao passo em que ela tentava inutilmente gritar, produzindo um som gutural. Para o samurai, caído e esgotado, era como música.

Um alto estrondo ecoou, Inferno havia tombado afinal. Tudo estava negro, Lobo não acreditava ter forças para abrir os olhos, tudo o que ouvia era sua própria respiração, e o crepitar das chamas longe... muito longe. Sentia o próprio sangue quente lhe escorrendo pelo tórax, fora uma
patada poderosa, de fato...

Ele não se lembrava de nenhum outro momento de sua sobrevida onde houvesse se sentido mais solitário, fraco e destruído.

Não saberia dizer quanto tempo ficou ali deitado agonizando, até ouvir passos metálicos se aproximando, lentamente. Lobo reuniu forças para abrir os olhos, e contemplou o homem de armadura dourada que se aproximava a passos fracos, seus longos cabelos e a capa vermelha trevulando ao sabor do vento que atiçava as chamas à toda volta. Algor caminhava em sua direção, e quando chegou perto o bastante para reconhecê-lo, parou subitamente.

- Kahn ?! - Indagou a outrora voz poderosa de Algor, agora fraca.

Kahn. Para o terror de Lobo foi assim que ele o chamara. Pelo nome do homem que traira os Ogin e os levara à seu fim.




O próximo capítulo ainda não foi entitulado. ( Nem Escrito)