Monday, April 30, 2007

A Moeda de Nora-Char. Cap 10.

A Moeda de Nora-Char



Capítulo 10 - Underground -Parte 5 de 5


A bolsa azul estava jogada no gramado. O homem-demônio-Zumbi havia deixado Tomás para trás, para morrer sozinho. Mas Tomás achava que o homem tinha razão, nem mesmo ele agora entendia porque tinha voltado ao bar, talvez tenha achado que a noite merecia uma demonstração de insensatez também de sua parte. Era uma bela noite. Tomás pegou a bolsa e a jogou sobre o ombro direito, o esquerdo estava inchado, assim como sua perna e sua face. Devia seguir para algum lugar, não sabia bem qual, mas ali estava vulnerável a represália de outros motoheads ou da própria Força, que não demoraria a aparecer, e também não era confiável.

- Porra, nunca tive uma clientela tão noiada! – resmungou Tomás.

Com dificuldade pulou a grade dos fundos do bar que dava para o terreno cheio de mato antes da fossa. O mato estava levemente quebrado, deixando um caminho, possivelmente feito pelo homem-chá. Tomás não demorou a encontrar o corpo de Ivan. Jogou a bolsa azul no chão e correu em direção ao homem, que estava caído na beira do precipício, puxou-o para longe da fossa. O homem estava suado com se tivesse tomado um banho, e tinha as veias saltando por todo o corpo. Respirava com dificuldade, pesadamente.

- Ei homem, você esta bem? – Tomás sacudia a cabeça do homem tentando acorda-lo – Fale alguma coisa se você estiver vivo!

- Hrrr.... – foi tudo que saiu da boca de Ivan.

- O que? – falava e sacudia Tomás.

- Parrga a balsaandarrr...

- Não to te entendendo!

- Parra dee balançarr, carralho!

Tomás sorriu por ver que o homem estava bem. Sentou-se na beira da fossa e aguardou a recuperação do Zumbi. Após o que pareceu ser 15 minutos o homem já estava melhor. Estava febril, mas melhor. Não tinha mais veias saltando na cara nem suava como um porco.

- Esta na hora de ir! Mais uma vez! – disse Ivan se levantando debilmente.

- Você me deixou para trás! – disse Tomás – Me deixou para morrer, eu não irei mais segui-lo!

Ivan olhou distraidamente para Tomás e sem dar muita atenção disse:

- É! Você vai sim!

- É, eu vou! – falou Tomás, olhando para o chão - Nós vamos pra onde dessa vez?

- Underground! Underground!

Os dois seguiram pelo mato acompanhando a fossa por mais meia hora até achar uma estrada atravessando a fossa. Seguiriam caminho até a cidade, até o Underground. E Tomás não perguntaria tão cedo sobre aquelas marcas que vira no braço de Ivan.


Próximo Capítulo: Cidade Cinza

A Moeda de Nora-Char. Cap 9.

A Moeda de Nora-Char




Capítulo 9 - Underground - Parte 4 de 5


A poeira já havia sentado e Tomás achou que havia se passado 5 minutos. Olhou para cima e viu o céu estrelado, era a segunda vez que o teto do bar era destruído naquele dia. Puxou as pernas debaixo de uma outra tora de madeira, viu que a perna esquerda havia sido perfurada por um tiro, mas de raspão. Levantou-se com dificuldade, sentia uma dor intensa no ombro esquerdo, um pedaço de reboco devia tê-lo atingido depois que desmaiou. Ainda tinha a colt na mão, algumas paredes ainda se sustentavam verticalmente, mas todo o resto estava no chão, assim como os motoheads, a maioria adotara o modo horizontal da existência. Tomás caminhou entre os escombros, se ele estava vivo, talvez um motohead também estivesse. Não demorou a ver um lunático com um grande pedaço de concreto no peito, se esticava para alcançar uma UZI que estava a pouco mais que um metro de seu corpo. Tomás atirou em sua cabeça e assim fez com mais 3 que encontrou gemendo entre os escombros. Já havia recuperado sua escopeta e antes de ir embora avistou o boxeador. Foi até o motohead, que estava em pé, encostado inclinado em uma tora do teto.

- A-ha, ora quem esta aqui! – Tomás trazia um sorriso no rosto, sua voz grossa não transparecia seu cansaço. – Que tal se eu treinar uns golpes nessa sua cara imunda!

Tomás pousou as armas no chão, ia descontar alguns socos no motohead boxeador. Ficou pulando de uma perna para a outra, os braços em posição na frente do rosto. Se esquivava como se alguém o tentasse acertar.

- Vendo? Eu ainda tenho alguma mobilidade, seu lunático de merda! Meu pai sempre dizi....

Blleeeeaaaaassssshhhhhhhhhh...

Uma chuva de sangue calou Tomás, que levou as mão a cabeça para se proteger, sentiu o gosto de sangue na boca, e porra, não era o seu. Virou-se a procura de algum outro motohead, ou qualquer coisa que pudesse ter matado o boxeador a sua frente jogando cérebro na sua boca. Mas quando olhou para o motohead, percebeu que o que quer que fosse aquilo tinha vindo de dentro do homem. Sua cabeça estava intacta, mas não seu estômago. O motohead tinha um buraco enorme no estômago, tripas haviam se espalhado por todo o lugar, pedaços de estômago estavam pregados na jaqueta de couro de Tomás, que ficou ali um momento olhando para o homem mutilado. Tomás de chofre correu. Pegou as armas e correu para os fundos do bar. Pulou os destroços o mais rápido que pode e se jogou atrás de um muro que ainda estava de pé. Com imaginado, uma série de pequenas explosões começaram a jogar tripas por todo lado. Cada corpo ali caído começou a virar uma fonte de sangue e restos corporais.

Tomás vomitou mais uma vez. Muito. E outra vez. Já fazia algum tempo que não tinha mais o que vomitar, mas a situação exigia pelo menos suco gástrico.


Próximo Capítulo: Underground - Parte 5 de 5


A Moeda de Nora-Char. Cap 8.

A Moeda de Nora-Char




Capítulo 8 - Underground - Parte 3 de 5


Tomás correra o máximo que sua massa corporal permitiu, e não era rápido. Adentrou no corredor dos fundos e já via algumas mesas caídas do salão do bar. Sabia que os motoheads estavam lá, procurando alguma coisa viva para atirar. “Eu estou vivo, e armado, seus putos!” pensou Tomás. Então pulou Ruan, pousou Ruan e voou Ruan. Tomás parara de costas na parede do lado direito do corredor, mais um passo e daria de cara com o salão, de cara com o que ele imaginou ser 4, lunáticos e armados, motoheads. Respirou fundo, barulhos soaram abafados pela parede, alguém corria pela lateral do bar, indo para os fundo. “Eles vão te pegar garoto!” Era voz de seu pai, ou de Wayne, alguém com muita bala no cano e fogo na boca. “É agora!”, e agora era. Tomás pulou pro salão, o dedo no gatilho parou por menos um segundo. Afinal não eram 4, eram 10 motoheads. Mas não era um momento oportuno para contagens, era um momento do cano-de-fogo, nada mais. Com a mão esquerda na gaveta três cartuchos vazios saltaram. Três explosões. Três tiros. Mesa, rótula e cabeça, avaliou mentalmente Tomás, tão rápido quanto os tiros.

Um motohead caiu morto no chão, outro procurava a própria perna direita.

Os primeiros tiros de oposição gritaram no ar. Mas Tomás pulou de volta para trás da parede. Precisava de mais fôlego para mais um round.

- Sá-ia já da-ê! – gritou um dos motoheads - Nos só vê-mos quebrar suoas per-nas! E be-ber de se-u sanguê!

O gordo não estava mais tão confiante, seu pai havia sido um matador por toda a vida e o havia ensinado a matar mesmo em desvantagem numérica, isso, infelizmente, nunca incluíra 10 contra 1. Isso só nos velhos filmes. E a vida real é sempre um pouco mais amarga. “Maldito dia!” gritou Tomás, puxou forte o ar para dentro dos pulmões. O sangue ainda corria quente. Pulou mais uma vez pro salão. Antes que completasse o movimento um forte soco lhe atingiu o nariz, jogando-o de costas contra a parede. Tomás fritou alguma coisa quando se chocou com a parede, mas utilizou a mesma para se impulsionar em direção ao homem que o acertara. Deferiu um forte golpe com o cabo da escopeta no queixo do motohead, que foi ao chão. Levantou a arma para atirar nos outros que estavam no salão, mas sentiu uma coronhada pesada em sua face direita. Caiu no chão, não conseguia ouvir nada além de um chiado. Um chute acertou seu braço e a escopeta voou de suas mão.

- Vôo-cê naum tém olhus nas cóos-tas?! – falara o motohead que o acertara com uma coronhada. Tomás havia demorado muito e o motohead contornara o bar pelos fundos e o pegara desprevenido, pelo visto o Zumbi o havia abandonado.

Os motoheads arrastaram Tomás até o centro do bar, o deixarão de joelhos no chão. Outros motoheads adentravam no bar, era um total de 14 agora. Um deles foi para as trás de Tomás e colocou uma colt em sua nuca, outro se postou na sua frente, o mesmo que o havia socado. Os outros motoheads continuavam revirando o bar, mas um lunático de capuz havia ordenado que ninguém saísse procurando Ivan. Eles fariam Tomás falar onde ele estava. Só não sabiam que Tomás também estava curioso sobre essa pergunta.

- Onde esta o ô-tro hô-meem? – o motohead usava um tapa-olho sobre o olho direito, mais um assessório inútil, pensaria Tomás se estivesse avontade o suficiente. – Fá-le se naum quií-ser que êuu fica a nôi-te toda socando su-ua cará!

Tomás olhou para o lunático, odiava aqueles merdas. Gargalhou.

- Vamos ver essa direita! – brincou Tomás, e então viu a direita. Era forte.

Sangue saia da boca e do nariz de Tomás. Que tentava pensar em alguma forma de virar o jogo, uma carta extra, um tiro extra.

- Você tem uma bela direita, lunático chupador de pau! – e gargalhou, cuspindo sangue na cara do motohead boxeador - E a esquerda, como está?

Mais um soco, dessa vez na maçã direita de Tomás. Que tentava guardar forças para uma última investida. Uma última e possivelmente suicida investida. Enquanto nenhuma idéia lhe vinha sua face continuava sendo socada.

- Fá-le loogo se-u vermê-lho! – falou o motohead – Ou eu irei mata-lo!

- Não, não! Por favor! – balbuciou Tomás – Só mais um soco! Só mais um Rocky, vamos lá!

O motohead cuspiu na cara de Tomás, puxou o cotovelo para trás e soltou o braço. Um momento antes do punho causar mais um hematoma na cara do gordo, Tomás puxou o corpo com o que ainda restava de força. O soco do motohead passou raspando pela barba de Tomás e atingiu a mão do motohead que estava atrás. A colt cai no chão. Tomás agilmente pega a arma que cai um pouco a sua esquerda. Os outros motoheads já vão puxando seu canos, mas Tomás queima o seu primeiro. Três tiros. Chão, cadáver e granada! Uma das granadas em cima do corpo de Joe fora atingida pelo projétil de Tomás. Sem tempo para ninguém correr a primeira explosão se fez. A visão ficara impossível com tanta poeira. Tomás sentiu algo cortando sua perna. Menos de um segundo depois veio a segunda explosão tremendo o chão e a estrutura. E com a terceira o bar veio abaixo.

O teto caiu e uma tora de madeira acertara a cabeça do dono do bar, o desacordara. “Você é um bom garoto!” disse a voz, “Mas vai morrer um dia, vai sim!” era a voz de Wayne.


Próximo Capítulo: Underground - Parte 4 de 5

A Moeda de Nora-Char. Cap 7.

A Moeda de Nora-Char




Capítulo 7 - Underground - Parte 2 de 5



Ruan tinha a pistola na mão e corria, adentrando o bar. Pulou com habilidade por cima dos corpos de Joe, Patrick e #1. Foi o primeiro motohead a entrar no bar, outros vinham logo atrás e 2 ladeavam o bar, em direção aos fundos.

- Verme-lhos desgraçados! Naum os deixem fugir! – gritou Ruan que com a morte de #1 era o motohead no comando da operação.

A missão estava se desenrolando tragicamente para Ruan e seus lunáticos. Ele sabia que não ia demorar para as Forças chegassem no lugar, tinha que finalizar a missão rapidamente. Correu para o corredor que daria nos fundos do bar, estava tenso, mas não havia nenhuma gota de suor em sua pele. A situação não causaria medo a um motohead, mas Juac causava. O Oficial Juac tinha seus modos de causar medo, ele tiraria sangue de ossos se fosse sua vontade, e Ruan sabia disso. Pulou por cima de uma mesa, pousou na entrada do corredor e parou. Tomás deu um salto para trás quando viu o homem pular bem na sua frente, e, porra, ele estava armado, mas com as mãos abaixadas. O gordo piscou uma vez, surpreso, o motohead não esperava encontrar ninguém ainda dentro do bar, e não encontraria mais nada nessa vida. O corpo de Ruan foi lançado 2 metros atrás, um rastro de sangue ia ficando no ar. “Um tiro no peito, não rejuvenesceste, por favor, garçonete!”, pensou Tomás.


Próximo Capítulo: Underground - Parte 3 de 5

Saturday, April 28, 2007

Kojiro Orieentering.2


AE! Já esta tudo certo!
Amanhã (domingo) às 7:00h da manhã aqui em casa será dada largada do 1º Kojiro Orienteering.
Boa Sorte pros competidores!!
Não esqueçam de comer bem antes da corrida!
Quem quiser participar e não entrou em contato me ligue, se ainda tiver mapa ta dentro!



Abraço!

Friday, April 27, 2007

Kojiro Orieentering



Dando seguimento aos Kojiros Eventos .07 (ponto zero sete! Chique né?!) A Freddy&Pilar Company apresenta mais um foddástico evento:

!!KOJIRO ORIENTEERING!!

Esse post é apenas um !AVISO!. Já que o evento esta marcado para domingo dia 29, mas por questões técnicas pode ser alterada a data para o outro domingo. Por isso mesmo não há nada confirmado, mas estejam preparados, pois até que não se diga o contrário o evento ocorrerá dia 29/DOMINGO.

!!AGATCHÁ!!

O evento terá como ponto de partida a minha casa e terá início às 7:30h da manhã, ou seja, é pra estar aqui 7:00h. O traje é aberto à escolha, não pode usar bombacha nem outros assessórios mágicos e dourados. Explicações sobre a logística do evento serão dada 20 minutos antes da partida.
Todo kojiro tem o direito de convidar outras pessoas para participar, desde que utilize do bom senso na escolha da pessoa. Antes de convidar o kojiro deverá entrar em contato com MYGGO (ou comigo) para saber se ainda há vagas.
A premiação será entre outras coisas a blusa abaixo!



!!IMPORTANTE!!

Como tudo que é bom é pago e é caro, vamos aos valores. O KP'Orienteering terá uma taxa de inscrição, que será paga na hora. Essa taxa é para o pagamento do lanche que será servido na chegada. O preço vai variar de acordo com o que você quiserem comer. Abaixo as opções:

1) Gaytorado + Pão c/ Queijo e Presunto
2) Suco (caixinha) + Fruta (banana ou maçã)
3) Refrigerante + Salgadinho

Lembrando que isso é democracia, se o número 1 ganhar todo mundo vai usar o número 1. Caso alguem não queira comer ou queira levar sua própria comida, legal, mas vai pagar do mesmo jeito. Se o lanche número 1 (que é o mais indicado) ganhar dará 4 reais pra cada um. A água vai ser dada na chegada.

A corrida terá uma média de 4 kilômetros e meio.

A utilização de acessório, celulares, relógios e garrafas d'água esta permitida.

E lembrem-se das frases do Mestres Vakka'Sujja:

1) Livie or Diene, make your Joyce.
2) Live or Die, it's not my problem!
3) Viva ou Morra! Eu vou pra gomorra!
4) Viva ou Morra, cara de cachorra!
5) Viva ou Morra, eu vou é porra!
6) Live or Die, just d'ont cry! EMO!
7) K or P, intense how you see!


Comenta ae sobre o lanche e dizendo que vai participar, e liguem para o xico, shell, vital, jr e wendy 'bookcatcher' da silva.

O Nome da Lâmina: Capitulo 03 (I)

Lobo: Parte Um.

O homem e o garoto em seu ombro pareciam ser a unica vida naquele cenario aterrador, o samurai olhava em volta e lia o ambiente tão automatica
e destraidamente como alguem que lê o jornal durante o café da manhã, e ele contava a história toda.

As portas dos casebres de madeira derrubadas para dentro, foram pegos provavelmente dormindo, as pegadas de uma multidão no chão de terra batida, confusas, houve desespero, mas a Horda não conhecia a piedade, faziam o que eram ordenados a fazer, e , pelo que seus olhos lhe diziam, quando se tratava de multilar e despadaçar faziam bem , o sangue e os membros retalhados eram o testemunho.

As coisas não param de se repetir pensou o homem que caminhava com andar marcial, imponente apesar do ambiente assustador à volta. Se você pudesse olhar seu rosto agora veria a determinação profunda de quem se concentra em um objetivo e não tem tempo a perder, a determinação que o tornava capaz de tudo, a determinação que o manteve impossivelmente vivo todo esse tempo,expressão que, se dirigida a você, seria mais assustadora que a face de qualquer Horror.

Poucos corpos, mas a trilha de sangue que seguia adiante o avisava onde os encontrar. A Horda ja havia preparado a Pilha e provavelmente se distanciava agora, talvez ainda a tivesse alcançado se não parasse pra ajudar o garoto, mas ja carregava muitas mortes nas costas, e um mal pior ainda podia ser evitado.

Não houve perigo por uma boa parte do trajeto, mas a medida que se aproximava do centro da vila eles começaram a aparecer, sabia que seriam poucos e prosseguiu esguio, com cuidado e silencio felino. Conseguiu fazer seu caminho se escondendo dentro das casas quando necessario, e chegou ao centro da vila.

A visão só não foi mais perturbadora porque não era a primeira vez, corpos, centenas, empilhados em um enorme monte negro e escarlate , formando um pequeno morro de morte, a Pilha. A névoa era um pouco mais densa ali, deuses, tudo era mais denso ali, tudo era morto, se um ambiente negativo tivesse peso aquele poderia ancorar um navio cargueiro.

A visão o destraiu por uns segundos, mas logo voltou a si, conseguira chegar a tempo para pelo menos isso, evitar que todas aquelas vítimas se tornassem novas marionetes do Lorde e novos integrantes da Horda.
Deixaram alguem pra acordar a Pilha, sabia, alguem com uma preciosa bolinha de vidro, não são lindas?, lembrou, onde estava a beleza agora? .

Precisava matar o Acordador, mas deixar o garoto em segurança vinha primeiro, ainda haviam na praça Horrores suficientes para encrenca-lo de vez se não fosse cuidadoso. Levou o garoto com cuidado à uma igreja defronte a praça, checou o interior, e bloqueou a porta como pôde quando saiu (umas
caixas e tabuas), oque chamou atenção o suficiente para todos os Horrores da praça agora caminharem na direção dele. Os dois braços livres e
bem mais leve, diante da igreja ele desembainhou a espada e a segurou à frente do corpo com os braços em "x", que venham.

Avançou com determinação em direção à Pilha e a lâmina se tornou um borrão prateado diante dele, desferindo golpes impossivelmente rapidos em meio à chuva de membros despedaçados dos Horrores, não eram tantos assim afinal, continuou avançando, destroçando os que estravam no caminho, eram velhos e podres e para uma lâmina que cortara até aço, assim diz a lenda, lhe veio uma voz na cabeça, eles eram como grandes montes de manteiga.

Chegou proximo à Pilha, esta ficando perigoso, a neblina diminuia a visão, ouviu um zumbido no ar e girou no ultimo segundo. O som estridente de metal contra metal ecoou no ar e alguma coisa passou tão perto de sua cabeça que ele sentiu uma leve brisa no rosto.

-Incrível!- Disse uma voz no meio da neblina - tudo o que esses camponeses de merda podiam fazer era gritar e morrer - a voz era de divertido deboche.

Thursday, April 26, 2007

O Nome da Lâmina: Capitulo03 (II)

Lobo: Parte Dois.

O Acordador! por um momento pensou ver um vulto na neblina, ele girava alguma coisa acima de sua cabeça, então ouviu um novo zumbido no ar.
Se jogou e rolou para o lado e então pôde ver: uma corrente com uma enorme ponta de lança maldosamente colocanda na ponta rasgou o ar
exatamente no lugar onde ele se encontrava antes. Ele iria correr antes que a recolhesse e o retaliaria à migalhas.

Mas, passos logo atras! e ele ainda estava acocado no chão, girou a tempo de aplicar uma rasteira no Horror atras dele que tombou no chão e, antes que tivesse tempo de finaliza-lo, teve de usar a espada para bloquear outra investida da corrente, haviam duas pontas, percebeu. Preparou-se para investir
novamente, e sentiu mãos em seus tornozelos, a lâmina fez um risco no chão e arrancou a cabeça do cadáver, quase que por instinto se jogou no
chão ao lado do mesmo, e poderia jurar que sentiu a ponta de lança passar a centimetros de suas costas.

Se levantou e viu-se cercado por pelo menos cinco horrores, definitivamente estava ficando perigoso, quanto tempo poderia aguentar nesse ritmo? Esperou uns instantes e, quando estavam proximos o suficiente, posicionou a lâmina e rodopiou como um pião, o perfeito movimento das pernas flexionando-se para evitar novamente a maldita corrente que investira, braços e pernas pútridos voando no ar arrancados por um golpe certeiro do aço frio, e os cinco
tombaram, ao mesmo tempo que a corrente era recolhida um grito de pânico cortou o ar, o garoto! e quando olhou na direção da igreja viu que a
porta havia sido derrubada, e um amontoado de Horrores entrava, então, pela primeira vez nesse dia sentiu medo, tanto, que não percebeu o
zumbido que a segunda corrente fez ao voar em sua direção.

Foi atingido em cheio, arremessado no ar, e caiu sobre uma caixa de madeira que se estatelou provocando um estrondo enorme, depois, o silêncio.

Não pode ser real! simplesmente tem de ser um pesadelo!. Mas não é, e você sabe respondeu a outra voz. Se lembrava do estranho na floresta e sentia a dor na nuca, era real, estava devolta ao pesadelo, de volta pra casa. Estava na igreja, e tudo estava derrubado e bagunçado, sangue por toda parte e, de repente, uma batida na porta, duas, três, varias. Eles. O garoto recuou é meu fim! gritava a outra voz, partes da porta da igreja se quebraram e ele pôde ver mãos putrefeitas se debatendo à procura do que rasgar.

Uma rota de fuga, rápido! e Não há! você esta fodido! ecoavam ao mesmo tempo em sua cabeça. O sótão que levava à torre do sino! tentou empilhar uns bancos para alcaçar a escada e puxá-la, e viu que o buraco na porta crescia, metade de um Horror passava por ele, a boca aberta, anseando pela carne fresca do garoto. Alcançou a escada e puxou, nesse instante eles conseguiram passar e entraram trôpegos na igreja.

Subia e nunca esteve tão desesperado em toda sua vida, nem o medo
que sentira na floresta se comparava. A meio caminho sentiu uma mão gélida no seu pé, e gritou, gritou porque achava que ia morrer, gritou com
tudo o que pode e se debateu. Conseguiu se soltar e subiu, recolhendo a escada rapidamente. A salvo, e olhou o amontoado de mãos e bocas abaixo
dele, por enquanto.

- Morra seu maldito bastardo! - Gritou o Acordador quando o samurai caiu estatelado na caixa.
- Morra como o fodido que você é.- Deboche novamente na voz, diversão, gargalhadas.

Havia outro O Acordador Escorpião sabia, viu dois chegando. Os Horrores cuidariam do garoto.Puxou a corrente, mas ela não veio, ficara presa? puxou denovo e novamente ela não veio. Quando olhou na direção dela sentiu um frio na espinha era o homem! o homem com o qual estivera lutando, e estava de pé! de pé com o Ferrão atravessando seu torax e segurando a corrente com uma das mãos.

-Você deveria estar morto seu fodido! - Berrou o Acordador.
-Ah, isso não é problema.. - Começou o samurai, raiva em sua voz, mais que isso, fúria. Sua expressão se contorcia deixando os caninos a
mostra como um cão selvagem, um louco no auge de sua demência
- .. eu não estava realmente vivo pra começar! -
- Lobo!? - perguntou o Acordador, e não havia mais deboche em sua voz, nem o tom de quem se diverte, havia apenas uma coisa: Medo.

Wednesday, April 25, 2007

Sua Bandeira, Seu País

Campanha publicitária produzida pela FCB de Portugal, para a revista Grande Reportagem. Utiliza as bandeiras de alguns países e suas respectivas cores para fazer uma crítica a realidade político-economico-social em que se encontram. Embaixo a legenda, já que a imagem esta um pequena.

ANGOLA



Vermelho: Pessoas infectadas com o HIV
Preto: Pessoas infectadas com o vírus da Malária
Amarelo: Pessoas que tem acesso a cuidados médicos

BRASIL



Verde: Pessoas que vivem com menos de 10 dólares por mês
Amarelo: Pessoas que vivem com menos de 100 dólares por mês
Azul: Pessoas que vivem com menos de 1000 dólares por mês
Branco: Pessoas que vivem com mais de 500 mil dólares por mês

BURKINA FARSO



Vermelho: Crianças que morrem antes de completar um ano
Verde: Crianças que morrem antes de completar três anos
Amarelo: Crianças que alcançam a idade adulta

CHINA



Vermelho: Menores de 14 anos que trabalham
Amarelo: Menores de 14 anos que estudam

COLOMBIA



Vermelho: Exportação de Bananas
Azul: Exportação de Café
Amarelo: Exportação de Cocaína

UNIÃO EUROPÉIA



Azul: Consumo de petróleo
Amarelo: Produção de Petróleo

SOMALIA



Azul: Mulheres que sofrem mutilação genital
Branco: Mulheres que não sofrem mutilação genital

EUA



Vermelho: A favor da guerra do Iraque
Branco: Contra a guerra do Iraque
Azul: Não sabe onde é o Iraque




Agatcha!

Friday, April 20, 2007

Kojiro Game 3. news



Seguinte, como todo mundo ta cheio de coisa pra fazer e fica colocando boneco eu mudei o horário pela última vez. Quem puder e quiser ir bom, quem não puder deixa pra próxima. Afinal eu já tava desistindo de fazer, mas acho que se eu desistir as vidas serão mais infelizes. Então eu não vou mais esquentar cabeça com uma coisa que no fim é pra vocês se divertirem e não eu.


Kojiro Game 3
Dia: 21 de abril (SÁBADO)
Horário: 19:00h (É!)
Inscrição: R$ 2,00 (Pro refrigerante pelo menos)



And the games curumim!



(Amanhã o capítulo 7 de A Moeda de Nora-Char!)